quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quer Sentir-se bem? - Análise Transacional

Uma das minhas mais recentes leituras foi o livro de Andrés Senlle "Quer Sentir-se bem?".

Foi um daqueles acasos que me levou até ele. Fui com a pequena à biblioteca municipal, um dos nossos passeios preferidos. Antes de passarmos para a secção infantil, damos sempre um saltinho na zona dos "crescidos". Como tenho um belo conjunto de livros de ficção para ler, com os quais estou bastante entusiasmada, decidi passear-me pelos livros "técnicos". E foi assim que me deparei com esta lombada que depressa veio parar às minhas mãos e daí até casa foi um instante.

O livro é bastante acessível e debruça-se sobre a análise transacional que é uma ferramenta muito relevante no autoconhecimento, na medida em que permite perceber como nos relacionamos com os outros, como transmitimos e como podemos potenciar confrontos, sem termos disso consciência, gerando ambientes muito pouco positivos para nós.

Não me vou alongar muito, não quero aborrecer, mas não posso deixar de partilhar algumas ideias do autor que me fizeram pensar bastante e têm tido repercussões na minha vida, nomeadamente na forma como entendo o meu relacionamento com os outros.

O autor fala em subir a escada, no sentido de melhorarmos o nosso relacionamento com os outros e consequentemente aumentarmos o nosso bem estar.

Neste sentido, aponta seis passos:

1º passo: consciencializar-me de como é que sou afetada pelos padrões de relacionamento existentes na minha vida.

2º passo: depois de detectar sabotadores, ou seja, comportamentos meus que me impedem de ter relacionamentos saudáveis, decidir o que quero fazer (aqui sublinha que a postura nunca deverá ser não farei isto, mas sempre a afirmação pela positiva, o que quero mudar no meu comportamento).

3º passo: depois de decidir o que quero mudar, tenho que definir como o farei, muito concretamente.Nada de pensamentos e intenções abstractas e pouco concretas. Aqui é preciso ser muito específico.

4º passo: identificar como poderei sabotar-me e procurar com isso, evitar que o consiga fazer. Trabalho de prevenção, muito importante!

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5º passo: procurar identificar medidores de progresso, ou seja estabelecer factores que me ajudem a perceber se estou a mudar na realidade, ou apenas na minha mente.


6º passo: Procurar perceber e estabelecer, para visualizar, como me sentirei com a minha mudança.

Sublinha o autor que não se trata de querer ser mais feliz, mas sim, de definir exactamente as coisas que me fazem feliz e colocá-las em prática, como seja tão simplesmente ver um filme, ter um hobbie e dedicar-me a ele 3 horas por semana.

O livro vai muito mais além e com certeza irei voltar a escrever sobre ele, principalmente quando me debruçar sobre temas como o auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal.

Para já, vou por em prática a sua proposta e procurar subir a escada.


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