quinta-feira, 10 de maio de 2018

Uma vida calma - slow living

Depois de uma situação de stress elevado questiono-me sempre sobre o momento que estou a viver e se a minha acção está alinhada com o rumo que defini ser melhor para mim.

Se és assíduo aqui no Suspiro de Coruja, já deves ter reparado que a minha natureza ansiosa, curiosa e inquieta, me leva, muitas vezes, para longe daquilo que eu considero ser qualidade de vida.

Falarmos de qualidade de vida é falarmos de opinião, do que cada um considera ser qualidade. Alguns poderão considerar qualidade frequentar restaurantes caros, ou participar em festas de glamour, outros poderão considerar qualidade comer pão feito por si mesmo, ou reciclar móveis e fazer DIY, enfim...

Para mim, a qualidade de vida está muito perto do minimalismo enquanto trilho para o slow living. Que é, realmente onde eu gostaria de chegar.

E o que é o slow living? É o abrandar.

Numa cultura de competição e de impaciência, em que tudo é imediato e em abundância, como a que vivemos, o movimento slow propõe um novo paradigma de vida. Uma vida assente no ritmo lento, em que se recusam jornadas de trabalho sem horário, compromissos atrás de compromissos e um calendário repleto de atividades diversas.

Ora, o slow living defende a arte de viver devagar, de saborear o tempo, as experiências, a companhia dos outros e a nós próprios. O slow living é o mindfullness, é saber viver o agora, é reconhecer que é no essencialismo que nos encontramos a nós próprios e à felicidade.

Photo by Designecologist from Pexels

Embora saiba que ainda não atingi o abrandamento que desejo para mim, tenho ainda compromissos a mais e o meu horário diário está bastante cheio, bem  mais cheio do que gostaria, tenho que reconhecer e valorizar que me tenho esforçado bastante para ter uma vida mais simples e calma e que tenho, de facto, conseguido grandes mudanças e evoluções muito positivas.

Dou-te alguns exemplos do que considero o meu caminho para o slow living:

1- evito mais do que um compromisso por fim-de-semana

2- evito multitasking

2- retiro as notificações dos meus dispositivos tecnológicos

3- fico offline todas as noites a seguir ao jantar, todos os domingos e durante o mês de agosto

4- acordo às 06h30 para ter tempo de meditar e praticar yoga

5- procuro ter uma atitude de menos é mais (compromissos, objetos, redes sociais, atividades)

6 - planeio-me e mantenho-me organizada para evitar correrias e sobrecargas

7- reservo um tempo semanal na agenda para descansar e estar em família (domingo à tarde)

Sim, é verdade que já percorri um longo caminho. Mas sabes, ainda estou bem longe do que eu gostaria de viver. Sou uma mulher pacata que se sente feliz em ambientes pacatos e em dinâmicas de vida simples e despojadas. Mas estou integradas na sociedade de hoje e ainda tenho um longo caminho a percorrer até ter atingido o slow que pretendo para a minha vida. Mas até a mudança, para ser de qualidade deve ser slow...sem pressas! 😉




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