quinta-feira, 29 de março de 2018

Filosofia FISH | A arte de motivar

Ando sempre à procura de novas ideias, não é que sejam recentes mas que eu ainda não tenha lido ou explorado, e quando me deparei com o livro FISH ou a Arte de Motivar de Stephen C. Lundin, John Christensen e Harry Paul com Philip Strand na biblioteca municipal não tive dúvidas e levei-o para casa.

O livro ficou muito aquém das minhas expetativas e embora tenha apreciado o último capítulo, altura em que toda a teoria é sintetizada e aplicada num exercício de 12 semanas, o resto do livro li-o bastante na diagonal.
Imagem via Pexels

Mas então qual é a teoria? A teoria FISH advém da constatação que os autores fizeram do volume de negócio e bem-estar dos vendedores de peixe num mercado. O bom relacionamento com os clientes, a faturação e a alegria e boa disposição constante dos peixeiros, levou os autores a estudarem a situação, a formularem a teoria e a aplicarem-na em outros locais de trabalho. O livro é praticamente todo o relato de como a aplicação da teoria surtiu efeitos nos diferentes ambientes de trabalho e a ode, muito exagerada na minha opinião, aos resultados obtidos.

Opiniões à parte, a teoria assenta na ideia de que é o espírito com que vivemos o trabalho que transforma o nosso meio-envolvente e tem quatro princípios básicos:

- Brincar: sublinham que não é apenas uma atividade, é um estado de espírito que renova energia e fomenta a criatividade

- Ganhar o dia: utilizar a gentileza para fazer com que alguém ganhe o seu dia, tenha um momento de importante

- Estar disponível: estar totalmente disponível para o outro. Por exemplo os peixeiros quando atendiam era como se no mundo fosse só o vendedor e o cliente, tudo o resto desaparecia

- Escolher a atitude: temos o poder de escolher a nossa reacção aos acontecimentos

Para aplicar a teoria FISH na nossa vida, os autores aconselham o exercício das 12 semanas:

1ª semana: escrever num diário de gratidão

2ª semana: olhar para os 4 princípios base da teoria FISH e decidir qual é o que quer desenvolver e estabelecer objetivos nesse sentido

3ª semana: fazer uma lista de todas as brincadeiras possíveis para o local de trabalho

4ª semana: da lista anterior, escolher 5 ideias e utilizar uma em cada dia de trabalho
Imagem via Pexels

5ª semana: pensar em pessoas a quem gostaria de fazer algo que lhes desse a sensação de que tinham ganho o dia e liste o que gostaria de fazer.

6ª semana: fazer boas ações no local de trabalho

7ª semana: estar realmente disponível/presente no momento em que está a interagir com os outros no seu local de trabalho

8ª semana: estar presente. No sentido do Poder do Agora de Eckart Tolle

9ª semana: dentro das atitudes que gostaria de ter, escolher conscientemente a forma como reage às situações

10ª semana: afixar perto da mesa de trabalho qual é a atitude com que está para que todos a possam ver

11ª semana: estabelecer um novo recorde que gostaria de atingir nas atividades que desempenha

12ª semana: sempre que tiver oportunidade, passar a palavra da teoria FISH.

Como bem vês é uma teoria simples e com uma aplicação fácil, sendo que a regra essencial é descontrair e estar, verdadeiramente, disponível para os outros. O livro, no entanto, não tem sustentação científica, nem nenhum suporte teórico. Não recomendo a sua leitura, mas recomendo o exercício das 12 semanas. Estou certa de que se o fizeres, mesmo que tenhas que adaptar à tua realidade, no final poderás ter uma nova perspectiva do teu ambiente profissional, muito mais motivador.


Sem comentários:

Enviar um comentário