quarta-feira, 15 de novembro de 2017

5 saberes da inteligência emocional

Há um conjunto de estudos que comprovam que o ato de sentir, de onde partem as emoções, não está desligado da nossa razão. Na verdade, acredita-se cada vez mais que a nossa inteligência funciona de forma integrada, tendo o cérebro dois lados, o de raciocínio lógico e o emocional. Estes dois lados trabalham em conjunto e nenhum deles, isolado, garante em absoluto o bom desempenho do indivíduo.

Certamente que concordas que uma pessoa extremamente inteligente, em termos lógicos, pode obter resultados catastróficos em termos profissionais por não conseguir gerir o fator emocional.

Foram Peter Salovey e John Mayer que primeiro utilizaram o termo inteligência emocional para significar a inteligência de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Esta inteligência abarca um conjunto de cinco saberes:

- conhecimento das próprias emoções, é através do conhecimento e da compreensão das nossas emoções que conseguimos discernir a sua relevância e significado. Se soubermos o motivo das nossas emoções, facilmente deixaremos de estar à sua mercê e rapidamente conseguiremos agir em nosso benefício.
Imagem

- gestão das emoções, a gestão emocional tem um benefício enorme, o da estabilidade emocional. Se conseguirmos compreender as nossas emoções e gerir-las de forma a que tomemos controlo das situações, mesmo no meio da turbulência, conseguiremos manter-nos tranquilos e estáveis, porque conseguiremos sentir sem agir em reação imediata.

- automotivação, é o mesmo que dizer utilizar o potencial existente, ou seja, ter a capacidade de adiar o usufruto de uma recompensa, focando no benefício futuro em detrimento do presente. Esta capacidade é determinante para a produtividade e para a capacidade de concretização.

- empatia, é perceber os outros, o que estão a sentir, as suas emoções e tem dois benefícios distintos que se completam. A pessoa empática irá, por um lado, ser capaz de se mover de forma mais fluída no contexto social, na medida em que consegue perceber as emoções dos outros, retirando os benefícios que isso que lhe irá trazer. Por outro lado, ao conseguir perceber os outros conseguirá evitar situações melindrosas que exigiriam uma boa dose de gestão emocional.

- gerir relacionamentos, aqui podemos ter em mente a gestão de conflitos, a influência, o espírito de equipa, enfim. Conseguirmos gerir eficazmente os nossos relacionamentos significa que conseguimos gerir as nossas próprias emoções, conseguimos ter empatia para perceber as emoções dos outros e agir em conformidade com todo este conhecimento com vista a um objetivo que pode não ser imediato. Muitas vezes, o resultado de uma boa gestão de relacionamentos demora muito tempo até mostrar os seus frutos.

A gestão emocional é, então, a habilidade de estar perante uma situação problemática e conseguir controlar as emoções, não é deixar de sentir, é percebê-las e agir intencionalmente de forma a que não nos dominem mas, pelo contrário, nos permitem ter um comportamento mais assertivo e positivo para connosco próprios e para com os outros.

Sem comentários:

Enviar um comentário